sábado, 6 de dezembro de 2014

Idiossincrasia de lugar

     Essa impressão de que a gente percebe o quanto gosta quando tá longe não me abandona.
    O Chico (Science e o Buarque) são os que têm me ajudado a lidar com esse oco que aperta de vez em quando. Essa vontade que dá de fazer piada interna em português...
    Essa semana no intervalo entre uma e outra aula da universidade uma colega afirmou categoricamente: "Dani, quando te perguntarem sobre a Espanha no Brasil diz que somos um país hipócrita, hipócrita e corrupto"
    Voltei pra casa pensando sobre isso.
    Quer dizer, problemas têm em todos os lugares, na Espanha, na Índia e no Brasil também.
    Não me considero nenhum pouco patriota, mas me incomoda essa pintura que se vende de alguns lugares, essa cópia que se faz do modus operandi. Eu tenho pra mim, assim empiricamente mesmo, que nem quando dói o calo do pé da avó, que essa gente daí de baixo é diferente, que existe uma idiossincrasia própria do Novo Mundo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Relato de uma intercambista

    A FURG tá montando uma oficina de mobilidade pra gurizada do CAIC. Adorei a iniciativa! É por isso que eu estou postando aqui o vídeo que fiz pra eles relatando um pouquinho da minha experiência (eu sei, é muito relato em um único blog). De qualquer forma, a quem interessar possa, segue o vídeo. 
Os créditos da edição vão pro Luciano Cáceres. Obrigada!



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Barcelona, essa linda!

    Demorou um pouquinho, mas vai sair. Eu estava esperando as fotos chegarem pra poder fazer uma coisa mais bonita pra vocês mas pelo visto não chegarão tão cedo, então, não os privarei de uma história tão boa...
    Quero contar um pouquinho da viagem pra Barcelona, essa linda! (pois é, já deu pra perceber que eu gostei daqueles lados de cima da Espanha).
    Bom, pra começar dá pra dizer que eu não entendo nada de catalão, olhando de longe não parece tão difícil, "um dialeto em espanhol não deve ser incompreensível", pensava eu, em minha ignorância. Mas tudo bem, essa não foi uma barreira porque as pessoas aí também falam espanhol e tudo mais que se possa imaginar. E é exatamente aí que eu queria chegar. 
    Existem pessoas de todos os lugares em Barcelona, paquistaneses, libaneses, portugueses, alemães, brasileiros, argentinos, franceses, estadunidenses, japoneses e por aí vai. 
    O que eu mais gostei na cidade é que como uma grande cidade é uma mistura de tudo, é tipo São Paulo, só que ao invés de enchente tem praia e um contraste de arte e cultura que eu nunca vi igual. 
    O parque Güell é lindo, assim como a Barceloneta, a Rambla e a Sagrada Família (mas essa não deu pra visitar de verdade, por dentro só vi a parte da igreja onde celebram as missas). 
    Eu fiz a viagem de carro, em um sistema de divisão de despesas, assim saiu um pouco mais barato, até porque são quase 900 km de Córdoba a Barcelona. Ui! 
    O melhor da viagem foi a viagem, nove horas de carro. Praticamente atravessar o país foi uma oportunidade de ver as diferentes paisagens que tem no caminho. É inevitável passar por La Mancha e não lembrar do Quixote, o lugar é plano mesmo. No caminho deu pra parar em Valencia, também uma grande cidade.  
    Uma outra coisa que me chamou a atenção em Barcelona é que as pessoas aí são um pouco diferentes do pessoal do sul da Espanha, parece que eles tem mais esses hábitos europeus que a gente costuma falar. Eles são um pouco mais fechados, aparentemente, pelo menos. Me lembrou um pouco o Brasil e a diferença cultural que a gente percebe entre os nordestinos e o pessoal do sul, por exemplo, só que diferente da gente, acho que isso do sentimento de nacionalidade na Espanha tá muuuuuuuiiito mais dividido. 
    As fotos ficaram na máquina de um amigo. Buscá-lo ei pelo mundo e conquistarei as imagens logo, logo. 

 

sábado, 22 de novembro de 2014

Gastronomia

     A paella e eu ainda não nos acertamos.
    Nas quintas feiras de noite tem comida de graça em um bar da cidade. A maioria dos estudantes estrangeiros vai lá pra experimentar as paellas típicas que eles fazem. Quem gosta da tal da paella garante que essa é das boas. O problema é que eu e ela ainda não nos acertamos. Eu creio, verdade que creio, possível que seja muito boa. É que eu não tenho dado sorte, da primeira vez tava um pouquinho "arenosa" e agora acho que foi o ingrediente principal que não me agradou muito. 
    Serviram nesse dia paella de caracol. Pois é, caracol, aquele do jardim que a gente tira com um pouco de nojo, um pouco de humanidade, pra que não coma as plantinhas do jardim. Bem parecido. Um pouco mais escurinho esse da paella, já que o do jardim costuma ser mais verde, ou pode ser também que eu tenha visto assim porque quando dei de cara com o bicho já tava cozido e com outra cor. Enfim. 
    Experimentei. Sim, experimentei pensando naquele papo de que "um homem tem que provar de tudo". Esse é um mantra pra encorajar a um montão de coisas.
    Não é que seja ruim, me entendam, não é, mas é que "no me hace gracia", como dizem em espanhol. Pode ser que seja uma coisa psicológica de lembrar das anteninhas e de como soltam por onde passam uma gosma transparente que parece baba. Pode ser, mas o sabor também não é lá essas coisas. Na verdade, tenho a impressão que tudo quanto é tipo de bicho exótico tem gosto de frango. O caracol da semana passada, o coelho à caçadora de alguns anos, e é possível que alguma cobra ou lula futuramente me produza a mesma sensação: a de frango insosso. Porque frango é uma coisa que não tem lá muito sabor, a gente inventa, põe coisa e fica bom, mas ser naturalmente delicioso, não é.
    Os caracóis vão ficar na memória, marcar como experiência, estar registrado nas fotos e no vídeo que um amigo fez do evento. Vou seguir cozinhando os omeletes de batata e o macarrão pro almoço. E decididamente, não troco o carreteiro pela tal da paella de caracol. 

 Olhando assim não é muito bonito. 

 É, nem assim. 

 Mariano, o amigo italiano que filmou o feito

Um vídeo pra ficar de recordação. 

sábado, 8 de novembro de 2014

Show de água e luzes

    Dia desses assisti um show de água e luzes na cidade de Córdoba. É uma exibição que ocorre todo o ano em um dos pontos turísticos da cidade o Álcazar de los Reyes Cristianos. É uma apresentação fantástica, eu não sabia que dava pra fazer tanta coisa com água, tanto desenho e que dava pra colocar tantas cores. E ainda por cima mostra um pouquinho da história da cidade. 
Logo aí embaixo dá pra conferir algumas fotos do show. 

 Bem no início do show tem uma aula de história









 Aqui começa o show aquático 



















 Tem uma projeção super legal que é feita NA da água



 Os jardins do são a coisa mais linda também

 Essa é a entrada do Álcazar



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Rasgos fantásticos y universales en El Sur

En el cuento El Sur de Jorge Luis Borges se narra la historia de Juan Dahlmann, un hombre algo nacionalista, al cual, algo pasó a los últimos días de febrero de 1939, después de comprar un ejemplar de Las mil y una noches, y “ávido por examinar ese hallazgo” subió apressurado las escaleras oscuras y hirió la cabeza en un batiente que alguien olvidó abierto, padeció por esto ocho días de una fiebre alucinante, donde Las mil y una noches decoraron sus pesadillas, pasado este periodo es llevado a un sanatorio y recibe la notícia de que es un convaleciente cerca de la muerte. Desde ahí se siguen una secuencia de hechos que jugan con el destino, la muerte, el tiempo y los sueños.
De manera general se puede decir que el texto trae distintos temas de manera implícita, aunque que solamente uno explícito y superficialmente sensillo. Después de estar algun tiempo en el sanatorio, Dahlmann, hace un viaje hasta el sur, encuentra un grupo de muchachos dispuestos a pelear y se involucra en un lío que es desfecho del relato, esta acción queda de manera suspensa, o sea, está en las manos del lector elegir, conformando este último también un elemento del texto narrativo, hecho que podemos decir, hoy día, es pieza fundamental de las produccuines literarias y narrativas contemporáneas.
El tiempo y las memorias son abordados a través del viaje, de la relación entre la memoria y el espacio que presenta el personaje “Nadie ignoraba que el Sur empieza del otro lado de Rivadavia. Dahlmann solía repetir que ello no es una convención y que quien atraviesa esa calle entre en un mundo más antiguo y más firme.” y “Dahlmann pudo sospechar que viajaba al pasado no sólo al Sur.”.
El destino a su vez, también se refleja en fragmentos del texto: “Ciego a las culpas, el destino puede ser despiadado con las mínimas distracciones” y “La primera frescura del otoño, después de la opresión del verano, era como un símbolo natural de su destino rescatado de la muerte y la fiebre.”
Estos fragmentos son un ejemplo de como está constituido el carácter suspenso y de incertidumbre en el relato. Los sueños conforman parte discursiva de dicha vacilación, pues, después que es llevado al sanatorio ya no se puede tener seguridad de que, de hecho, haya salido de ahí. La manera como construye el discurso y desarrolla la narración son imprecisas, pues, a lo largo del relato, son marcadas por fragmentos como: “Mañana, me despertaré en la estancia, pensaba, y era como si a un mismo tiempo fuera dos hombres: el que avanzaba por el día otoñal y por la geografía de la patria, y el otro, encarcelado en un sanatorio y sujeto a metódicas servidumbres”. Es decir, hay en el discurso un juego entre memoria, sueño y tiempo. Otro aspecto interesante destacar desde el punto de vista narratológico es la omnisciencia del narrador, que sabe los sentimientos y pensamientos más profundos del personaje.
El abordaje del espacio, es múltiple, es posible hablar de distintos espacios, como es el sanatorio, que pertenece a un plano más firme, o la estación, el café de la calle Brasil y el almacén, que pertenecen a un plano más sublime, al paso que son justamente estes elementos que basan el carácter fundamental en la obra, que va encaminar hacia un final suspensivo y fantástico a la vez. Es decir, hay dos planes, que abarcan una sola cuestión, se Dahlmann realmente salió o no del sanatorio, se tudo ocurrió en su memoria, o si, de hecho, hizo el viaje hacia el sur.
El desfecho condensa una serie de elementos simbólicos y psicológicos. Por un lado, aparenta que es la fuerza del destino la que lo tiene llevado hasta allí, y por otro lado, que ha sido una elección del propio Dahlmann, “Sintió que si él, entonces, hubiera podido elegir o soñar su muerte, ésta es la muerte que hubiera elegido o soñado.”
La obra El Sur, es una de las más conocidas y estudiadas del escritor argentino Jorge Luis Borges, pues, condensa al mismo tiempo varios de los temas más abordados en la literatura. Del punto de vista histórico explica la expansión del mercado gráfico-literario que hubo en America en meados del siglo XX. Del punto de vista teórico, se puede decir que el carácter estílistico de la obra se basa en su rasgo fantástico y actual (universal) a la vez, considerando que trae elementos que son, hoy día, indispensables para pensar la literatura actual.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Narrativa corta en el boom

En el cuento No oyes ladrar los perros de Juan Rulfo hay un recorte de la escena de Ignacio junto a su padre. Hay pocos elementos que basan el relato, las informaciones son emitidas esencialmente a través del dialogo de los personajes, mientras que el narrador es poco más que un testigo visual de los hechos.
Ignacio está debilitado y herrido y su padre lo carga a la espalda hacia el pueblo más cerca, lo hace no entanto más en memoria de su fallecida esposa que por voluntad real de salvar a su hijo.
El espacio es oscuro, padre e hijo se desplazan por la noche y constantemente se narra el cansacio y esfuerzo físico que la actividad de cargar Ignacio le produce a su padre. Aparentemente no ocurre ninguna actividad significativa o importante, todo se basa en el diálogo y en el trayecto de los dos.
Desde la charla, pues, se descubre la atmósfera de resentimiento y la decepción que nutre el padre por Ignacio. Desde el punto del trayecto se nota un simbolismo importante que se suma al tema del relato, o sea, el desfecho se compone justamente del hecho de que esta es la última conversación que pueden mantener los dos, haya visto que Ignacio muere al final. El camino, la ruta, pues, representa el trayecto final que trazan juntos. 
Al final del relato, este propio simbolismo se corta, pues, se esta depuración tenía como intento “enseñar”, es con el hecho de que Ignacio no le avisa a su padre de la llegada al pueblo y de los ladrillos de los perros que refleja la perpetuación de las mismas acciones. Es decir, los intentos vanos.

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

El espacio y la narración en ¡Diles que no maten!

El relato en tercera persona cuenta la historia de Juvencio Nava, que se encuentra en este momento metido en la cárcel por un crimén que ha cometido cuarenta años antes. Motivado por la sequía que provoca la debilidad de su gado, Juvencio, permite que sus animales invadan las tierras de su compadre Don Lupe Terreros, al fin y al cabo de la pelea, este primero acaba por matar a Don Lupe. Las décadas siguientes él las pasa huindo. Es justamente en la anciandad que es sorprendido y preso. Es desde las suplicas de Juvencio que se desarrolla el relato, su reflexión es justamente en el hecho de que haya huído toda su vida para morir fusilado en este momento. Hay primeramente una súplica dirigida hacia su hijo, quién él pide que interceda él, y después, claro a su propio asesino, el general, que es pues, hijo de su compadre asesinado por él mismo. De esta manera, el titulo del cuento es repetido a lo largo del cuento en distintos momentos, generando una atmósfera agobiante y densa a la vez.
La historia es narrada en tercera persona, pero el punto de vista narrado es el del mismo Juvencio, tanto es que, por veces las voces del narrador y los monólogos del personaje llegan casi que a se confundir.
El espacio está dividido en dos momentos, el primer en la cárcel y después en el pueblo y en las calles por donde pasa rumbo al fusilamento, la descripción del espacio es oscuro y ayuda a sostener y conformar la atmósfera de inconformidad psíquica y emocional del personaje principal.
El desfecho describe el encuentro de Juvencio con el hijo de su compadre muerto, el cual, ocupa ahora una alta posición en las fuerzas bélicas. De certa manera, el defecho representa la actuación de la fuerza del destino sobre Juvencio. 

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Literatura fantástica y el boom Hispanomaricano en Aura de Carlos Fuentes

En Aura de Carlos Fuentes, el joven historiador Felipe Montero se siente tentado por el buen sueldo de un anuncio que solicita “un buen conocedor de la lengua francesa”, el trabajo perfecto para un historiador ordenado y escrupuloso, tal como él. En un primero momento el trabajo le parece imposible ya que seguramente fue prontamente ocupado. Al día siguiente el anuncio vuelve al periódico y con el sueldo aumentado, lo que le da la seguridad de ser un impulso del destino que se inclina hacia él.
Al llegar a la dirección apuntada en el periódico encuentra una casa oscura y algo misteriosa que es el hogar de Consuelo Llorente y su sobrina Aura. Después de una pequeña conversación él es admitido por dueña Consuelo y empieza a vivir en la misma casa que la dos mujeres. Desde ahí se desarrolan acontecimientos insólitos, tales como: imágenes y ruidos raros de gatos por la casa y en el techo, plazas puestas en la mesa y que no son ocupadas, un criado que jamás es visto y del cual se puede dudar la existencia, la visión de un jardín que le garantizan no haber en la casa, y incluso los gestos de la tia y de la sobrina que parecen ser sempre imitación o reflejo una de la otra.
En torno a este último rasgo se construye gran parte del misterio circundante en el cuento, Aura, ejerce sobre Filipe una gran atraccción que principia en el primer encuentro y se agranda con las citas amorosas de los dos. Mientras Filipe trabaja en leer y construir las memorias del defunto esposo de Consuelo descubre hechos que le parecen raros – la edad que posiblemente pueda tener la señora y la referencia a un episodio en que el esposo la sorprendió martirizando un gato sirven para delinear aún más el carácter misterioso y sombrio tanto de ella como de la casa. El espacio tiene papel fundamental en la construcción del relato, el hogar es al mismo tiempo grande y confortable – denunciando la situación económica de Consuelo – pero también carente de luz. La casa sirve de apoyo a la delineación del relato al paso que no es posible describirla con seguridad, la constante oscuridad hace que falte elementos que aseguren la realidad de lo que se vé y se narra al mismo tiempo.
Un rasgo importante, desde el punto de vista narratológico, es que el relato hecho en tercera persona capta las acciones en el momento en que ocurren, tal aspecto está estructurado por la gran cuantidad de verbos conjugados en el tiempo presente, o sea, la manera que nos los cuenta no es pretérita, sino que actual, tal hecho genera incluso un efecto que llega casi a ser imperioso, es decir, es como si el narrador ordenara las accciones a los personajes. Además de esto hay el tono omnisciente del narrador, que por veces utiliza el tiempo futuro, adivinando o adelantando sus acciones.
Al paso que avanza el relato la relación entre Aura y Felipe se vuelve más fuerte, mientras que se percibe la relación de dependencia que hay entre esta última y la vieja Consuelo. La evolución de este triángulo revela a menudo que Aura es la misma Consuelo, un reflejo alimentado por una especie de práctica realizada por la anciana, de alguna manera ella dona vitalidad a ese reflejo en nombre de su vanidad, para mantener vivo algo de belleza y juventud. Felipe solo reconoce que las dos son la misma en el desfecho del relato, cuando al intentar huir con Aura la encuentra en la cama de Consuelo.
El relato es denso y lleno de huecos que el lector mismo tiene que rellenar a lo largo de la historia. Según la definición de fantástico del teórico Tzetan Todorov se puede decir que el tono fantástico está en la incertidumbre y vacilación que provoca en el lector frente a un acontecimiento sobrenatural e inexplicable, tal como la existencia de una entidad-reflejo de alguien. Del punto de vista histórico-literario la narrativa representa el grado de maturidad literaria atingida por un gran número de escritores hispanoamericanos en el comienzo de de la segunda mitad del siglo XX, lo que comumente suele llamarse boom hispanomericano, y que, además de representar la ampliación de la producción y publicación de obras hispanoamericanas, se relaciona también a la búsqueda de una identidad literaria en los temas y estilos conocidos hasta el momento y que propone la construcción de modelos críticos propios, capaces de sostener una literatura basada en la transformación y en la transmutación. 

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domingo, 2 de novembro de 2014

El simbolismo psicológico en Casa tomada

El cuento Casa Tomada de Julio Córtazar narra la historia de dos hermanos, apenas la hermana – Irene, es nombrada a lo largo del relato. El foco narrativo se constituye por la visión de uno de los personajes, así tenemos una narración autodiegética o en primera persona. Se trata, pues, de la historia de un par de hermanos que residen en un sitio quizás demasiado grande para dos pesonas y que en una determinada ocasión tienen su casa tomada.
Los eventos del relato son abstractos y misteriosos, por un lado el espacio, descrito en detalles, contribuye para esto, haya visto que la casa es llena de alfombras, bibliotecas y una atmósfera oscura. Por otro lado, se puede decir que representa las memorias, los apegos y la psicología de sus personajes - “Nos gustaba la casa porque aparte de ser espaciosa y antigua, guardaba los recuerdos de nuestros bisabuelos, el abuelo paterno, nuestros padres y toda la infancia.”
Ninguno de los dos obtuvo matrimonio, de esta manera organizan su vida alrededor de una repetitiva y metódica rutina doméstica, que es casi como una búsqueda de protección y seguridad, cuando un día su cotidiano es invadido por algo desconocido, o sea, la tomada de la casa – primero la parte más aislada y menos frequentada de la residencia - el único que hacen es intentar reorganizar su rutina y poco a poco replanearla volvendo a una vida mecánica “Lo pensamos bien, y se decidió esto: mientras yo preparaba el almuerzo, Irene cocínaria platos para comer fríos de noche (...) Estábamos bien y poco a poco empezábamos a no pensar. Se puede vivir sin pensar.” Hay, por lo tanto, un fuerte rasgo psicológico que relaciona la casa y sus personajes. Es decir, desde el punto de vista del narrador, la casa es como una entidad que influye en la vida de los dos hermanos “A veces llegábamos a creer que era ella la que no nos dejó casarnos.”
Siguen recosntruyendo sus rutinas en un intento de reconfortarse, Irene pasa casi todo el día tejiendo, y el narrador, su hemano, demuestra por ella una gran admiración y simpatía. Hasta que un día, lo inesperado vuelve a repetirse y toman lo que sobró de la casa, la actitud de los hermanos vuelve a repetirse, o sea, nada se hace, de manera sorprendetemente conformada, abandonan la casa y cerran la puerta.
El punto de “extrañeza” es justamente la acción de los personajes frente a lo inesperado y la ausencia de elementos que profundizen el relato, no se sabe que o quién está tomando la casa, la relación entre los dos hermanos no es aprofundada, conocemos el superficial, su rutina y los aspectos descriptos por el narrador que en gran parte se centarn en la casa y en su hermana, haciendo con que el lector busque una explicación para la postura inerte de ambos. Desde el punto de vista simbólico y psicológico la aceptación de los hechos refuerza el carácter representativo de la obra, pues, siendo la casa reflejo de las memorias y de su genealogía el abandono de la misma al final de la narración, representa el intento de olvidamento o abandono de estas mismas memorias y genealogías. 

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sábado, 1 de novembro de 2014

Chac Mool y la literatura de la incertidumbre



  En el cuento Chac Mool de Carlos Fuentes conecemos la historia de Filiberto – personaje central del relato que es contado a partir de fragmentos escritos por él mismo, antes de que se ahogara. El hecho de tener un protagonista fallecido ya en el primer párrafo propicia que nos los presente estos fragmentos el amigo de Filiberto, que es a la vez y empleando tecnicismos literários el narrador-personaje, pues, aunque que a lo largo de todo el relato ceda su voz (siempre en primera persona) para el personaje muerto – Filiberto, al final del cuento se incorpora también en la historia, ayundando a componer la escena que haz de este cuento una “suspensión”, en la medida que se refiere a la incertidumbre que permea el relato y compone el desfecho del mismo.
  Esta estructura permite accesar los eventos que antecederan la muerte de Filiberto, aficcionado por la cultura índigena, él mantiene en su casa una pequeña colección de objetos de los pueblos mesoamericanos antiguos. Cuando adquiere una especial escultura del Chac Mool empieza a ocurrir eventos inexplicables en su casa, especialmente en el sótano, donde está la escultura. Los eventos van desde cotidianas inundaciones, hasta la materialización y tomada de vida de la figura.
  El relato está, por lo tanto, permeado de imaginación, los elementos que configuran la obra oscilan entre lo real y lo imaginario; presentando al lector una posibilidad fantástica que se insere en un contexto totalmente real, o sea, conocido de la gente, es en paralelo a un mundo posible y con un personaje “común” que se personifica una escultura indígena antigua.
  Además, el balanceo entre lo real y lo imaginado está de manera tan equilibrada en el cuento que la psicologia misma de los personajes refleja los eventos de la historia; el hecho de que al paso del tiempo Chac Mool empeza a exigir de Filiberto el servivio y sumisión de un esclavo, por ejemplo, es explicada se basando justamente en el carácter y experiencias de ambos, se supone que el Chac Mool estuviera acostumbrado a mandar, haya visto que es un dios, mientras que Filiberto, funcionario de una secretaria, a obedecer.
  Estes rasgos son sustenidos por diferentes fragmentos de la obra, pues, al mismo tiempo en que encontramos lo inexplicable nos deparamos también con el constante pensamiento racional. Estes efectos son dados de dos maneras, el lenguaje mismo en/de la obra y la estructura estilistico-narrativa adoptada.
 Los relatos “fantásticos” del texto son siempre antecedidos por un rasgo, aunque pequeño, de racionalidad. Filiberto es un hombre solo, que vive en una casa quizás demasiado grande para solamente una persona, que tiene ya 40 años y trabaja en una secretaría pública sin muchas perspectivas. Esto vemos en: “Salí tan contento que decidí gastar cinco pesos en un café. Es el mismo que íbamos de jóvenes y al que ahora nunca concurso, porque me recuerda que a los veinte años podía darme más lujos que a los cuarenta.” De esta manera, en una estructura interna linguístico-significativa de la história, encontramos un personaje que dona espacio a una construcción ambígua, a esto se suma el hecho de que cada narración fantástica es antecedida por un hecho racional. Cuando se inunda el sótano es que tenía desarreglada la tubería y cuando evidenció el Chac Mool vivo acababa de despertar de un sueño, o sea, el relato, en su narración, permítenos hacer una doble lectura, donde se puede aceptar los hechos imposibles o buscar una explicación razonable para ellos. Fragmentos como: “Desperté a la una: había escuchado un quejido. Pensé en ladrone. Pura imaginación”, que anteceden los eventos inexplicables, también sirven para componer en el nível linguístico-semántico dicha suspensión, ya que representa la insegurdad del personaje – que en este caso, representa las lentes desde donde se conoce el relato - con relación a la historia ocurrida.
 Del punto de vista teórico, la narrativa es un relato fantástico, está por lo tanto, relacionado a lo imaginativo, configurado por un elemento “extraño” o inexplicable, y que por otra parte, implica decir que, cuando no hay una solución decisiva y cerrada para explicar lo inexplicable de estes relatos, queda bajo el juicio del lector elegir el que le parezca más apropiado.
  Es común que se defina este carácter imaginativo de lo fantástico como rasgo antagónico a lo real, empero es importante destacar que en Chac Mool lo fantástico se introduce en lo real, o sea, es en lo posible que se insere lo increíble. Por este motivo es que se puede afirmar el rasgo de incertidumbre generado en la obra – que es reforzado por un desfecho en suspenso. Es decir, la persona que nos cuenta lo ocurrido se depara en la casa de Filiberto con un hombre que llevaba las mismas características del Chac Mool nombrado en el relato del muerto, queda la cuestión: – ¿Fue el propio Chac Mool quién estuvo en la puerta?
  La verdad es que no queda más opción, hay que elegir el lector, puede creer que sí, que existia un Chac Mool y de esta manera una estatua que tomó vida, o puede creer que no, que Filiberto estuvo tan aficionado de su colección y por el Chac Mool que se volvió mentalmente desequilibrado y lo imaginó todo, incluso fue capaz de creer que un huésped suyo fuera el propio dios.
  En el campo histórico-literario se pude decir que el relato de Carlos Fuentes, lanzado en 1954, representa el intento de las narrativas producidas en la segunda mitad del siglo XX en America, de establecer una identidad propia de su literatura, esto se explica por la construcción de un relato que se construye con símbolos de las culturas sudamericanas e indígenas. Además de esto se puede decir que esta búsqueda de individualidad no está basada solamente en los temas o referencias, sino que, se agranda hacia el sentido propio del lenguaje.


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domingo, 19 de outubro de 2014

Bienvenida

A universidade organizou na última quinta feira, dia 17, um evento de recepção para os estudantes estrangeiros.
Foi uma recepção de boas vindas das mais lindas, com direito a saudação do reitor, concerto da orquestra da cidade e um coquetel de recepção.
O que mais chamou a minha atenção foi o buffet do coquetel, já falei das conchinhas por aqui, mas não é disso que eu me refiro dessa vez. Além das tortillas (omelete de batatas muito comum por aqui) e do presunto típico da Espanha, serviram vinho, cerveja e água para os convidados.
Quer dizer, existem leis que proíbem a comercialização de bebidas alcoólicas próximo a universidades públicas. No campus então, sem se fala!
Enquanto que por aqui compõe o coquetel de boas vindas dos jovens.
É claramente uma forma diferente de tratar a questão do consumo de álcool. A quantidade de bebida que serviram, seguramente não era suficiente para embebedar, o que fizeram foi tratar aos adolescentes presentes como adultos.
Ora, mesmo com a proibição, qualquer um pode distanciar-se um pouco da universidade e tomar quantas quiser. Isso parece muito mais uma política de "o que os olhos não veem, o coração não sente" que uma verdadeira preocupação com a questão.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Crônica de viagem nº 2

    Não tem descanso. A folga aqui é só porque não tem a correria do trabalho somada à da faculdade.
    O que não me parece de todo ruim, se eu pudesse agarrava todas as disciplinas. Faria Teoria da Narração junto com Psicolinguística e Análise do discurso junto com todo o curso de Tradução e Interpretação em cinco meses. É, não dá.

    Às vezes me pergunto se é um tipo de gula - filhinha mais nova dos sete pecados capitais disfarçada essa vontade de conhecer que aflige o peito.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Desbravando Jerez de la Frontera

    Um desses sábados viajei sozinha 230 km até uma cidade próxima de Córdoba. 
   Fiquei encantada com Jerez de la Frontera,  a impressão que tive é que cheguei no melhor dia do ano. Assim como em Córdoba é todo mundo muito atencioso e prestativo, é fácil conhecer gente, receber dicas e fazer amigos. O centro comercial da cidade estava agitadíssimo e conheci aí um vendedor de livros usados que pinta quadros os e vende pra um pessoal de BH, é aí que eu digo: - Inusitado!
   Outra coisa boa que vi na parte comercial foi uma apresentação de rua, nada tipicamente espanhol, mas deu pra ver como a cultura pop tá difundida em tudo quanto é canto.
   Visitei o Conjunto Monumental del Alcázar que está na parte histórica da cidade. O monumento é uma espécie de "forte" ou muralha onde se localizavam a forças políticas e militares da cidade. A construção data do século XII e é de descendência moura. É tudo feito de pedra e tem mil surpresas que vão desde estreitas escadas e torres, até um lago subterrâneo. O jardim também é lindo! 
   Experimentei em Jerez a tal da paella, gostei, só acho que dava pra tirar um pouquinho da areia das conchas que vem no prato. 

Seguem algumas fotos da cidade, do Alcázar, da paella e um vídeo que fiz em uma das ruas comerciais.

Uma das praças da cidade. É incrível ver como tem chafariz na Espanha. 




 Na entrada do Alcázar tinha uma pequena mesquita, esse é o altar.


 Os diferentes ambientes eram divididos por pátios externos. Um mais lindo que o outro!  


 Uma máquina "moderna" que usavam na extração de azeite. 


 Como se não bastasse, tinha um palácio.















 Não sei o motivo, mas tinha uma farmácia.


Do Alcázar dava pra ver uma catedral enorme. Tanto em Jerez como em Códoba as culturas cristã e moura estão lado a lado. 




Umas das fontes do jardim.






Dá pra ver, tem conchinha mesmo. 






sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Exposição em Córdoba

Uma das melhores coisas que tenho visto é o acesso a diferentes culturas e saberes.









segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Cosmopoética

    Até o dia 05 de outubro tava rolando em Córdoba um evento literário chamado Cospoética - poetas do mundo em Córdoba. Infelizmente, não deu pra participar do evento tanto quanto eu queria. De qualquer forma, visitei uma das igrejas de Córdoba onde aconteceu um concerto de poemas musicados do século de ouro da Literatura Espanhola.
   O melhor de tudo foi que fiz uma amiga no caminho. A pessoa que conheci nesse dia foi a Dona Soledad Sevilla, uma senhora pra quem pedi informação e que me mostrou o caminho até a igreja (ela também ia pro concerto), sentou do meu lado, me deu balas e ainda me passou o telefone dela no final, dizendo que era para o caso de precisar de um amigo em uma cidade onde não tenho parentes.

  Confesso que isso me comoveu. Não devia ser assim, mas a generosidade e sensibilidade das pessoas me comovem.

Fotos da Igreja de San Cayetano 

  A resolução e qualidade não são das melhores, mas dá pra ver a riqueza de detalhes. 








 Culto a San Cayetano. 


 Não entendi muito bem essa gravura. Achei curioso, por isso a foto.