sábado, 6 de dezembro de 2014

Idiossincrasia de lugar

     Essa impressão de que a gente percebe o quanto gosta quando tá longe não me abandona.
    O Chico (Science e o Buarque) são os que têm me ajudado a lidar com esse oco que aperta de vez em quando. Essa vontade que dá de fazer piada interna em português...
    Essa semana no intervalo entre uma e outra aula da universidade uma colega afirmou categoricamente: "Dani, quando te perguntarem sobre a Espanha no Brasil diz que somos um país hipócrita, hipócrita e corrupto"
    Voltei pra casa pensando sobre isso.
    Quer dizer, problemas têm em todos os lugares, na Espanha, na Índia e no Brasil também.
    Não me considero nenhum pouco patriota, mas me incomoda essa pintura que se vende de alguns lugares, essa cópia que se faz do modus operandi. Eu tenho pra mim, assim empiricamente mesmo, que nem quando dói o calo do pé da avó, que essa gente daí de baixo é diferente, que existe uma idiossincrasia própria do Novo Mundo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Relato de uma intercambista

    A FURG tá montando uma oficina de mobilidade pra gurizada do CAIC. Adorei a iniciativa! É por isso que eu estou postando aqui o vídeo que fiz pra eles relatando um pouquinho da minha experiência (eu sei, é muito relato em um único blog). De qualquer forma, a quem interessar possa, segue o vídeo. 
Os créditos da edição vão pro Luciano Cáceres. Obrigada!



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Barcelona, essa linda!

    Demorou um pouquinho, mas vai sair. Eu estava esperando as fotos chegarem pra poder fazer uma coisa mais bonita pra vocês mas pelo visto não chegarão tão cedo, então, não os privarei de uma história tão boa...
    Quero contar um pouquinho da viagem pra Barcelona, essa linda! (pois é, já deu pra perceber que eu gostei daqueles lados de cima da Espanha).
    Bom, pra começar dá pra dizer que eu não entendo nada de catalão, olhando de longe não parece tão difícil, "um dialeto em espanhol não deve ser incompreensível", pensava eu, em minha ignorância. Mas tudo bem, essa não foi uma barreira porque as pessoas aí também falam espanhol e tudo mais que se possa imaginar. E é exatamente aí que eu queria chegar. 
    Existem pessoas de todos os lugares em Barcelona, paquistaneses, libaneses, portugueses, alemães, brasileiros, argentinos, franceses, estadunidenses, japoneses e por aí vai. 
    O que eu mais gostei na cidade é que como uma grande cidade é uma mistura de tudo, é tipo São Paulo, só que ao invés de enchente tem praia e um contraste de arte e cultura que eu nunca vi igual. 
    O parque Güell é lindo, assim como a Barceloneta, a Rambla e a Sagrada Família (mas essa não deu pra visitar de verdade, por dentro só vi a parte da igreja onde celebram as missas). 
    Eu fiz a viagem de carro, em um sistema de divisão de despesas, assim saiu um pouco mais barato, até porque são quase 900 km de Córdoba a Barcelona. Ui! 
    O melhor da viagem foi a viagem, nove horas de carro. Praticamente atravessar o país foi uma oportunidade de ver as diferentes paisagens que tem no caminho. É inevitável passar por La Mancha e não lembrar do Quixote, o lugar é plano mesmo. No caminho deu pra parar em Valencia, também uma grande cidade.  
    Uma outra coisa que me chamou a atenção em Barcelona é que as pessoas aí são um pouco diferentes do pessoal do sul da Espanha, parece que eles tem mais esses hábitos europeus que a gente costuma falar. Eles são um pouco mais fechados, aparentemente, pelo menos. Me lembrou um pouco o Brasil e a diferença cultural que a gente percebe entre os nordestinos e o pessoal do sul, por exemplo, só que diferente da gente, acho que isso do sentimento de nacionalidade na Espanha tá muuuuuuuiiito mais dividido. 
    As fotos ficaram na máquina de um amigo. Buscá-lo ei pelo mundo e conquistarei as imagens logo, logo. 

 

sábado, 22 de novembro de 2014

Gastronomia

     A paella e eu ainda não nos acertamos.
    Nas quintas feiras de noite tem comida de graça em um bar da cidade. A maioria dos estudantes estrangeiros vai lá pra experimentar as paellas típicas que eles fazem. Quem gosta da tal da paella garante que essa é das boas. O problema é que eu e ela ainda não nos acertamos. Eu creio, verdade que creio, possível que seja muito boa. É que eu não tenho dado sorte, da primeira vez tava um pouquinho "arenosa" e agora acho que foi o ingrediente principal que não me agradou muito. 
    Serviram nesse dia paella de caracol. Pois é, caracol, aquele do jardim que a gente tira com um pouco de nojo, um pouco de humanidade, pra que não coma as plantinhas do jardim. Bem parecido. Um pouco mais escurinho esse da paella, já que o do jardim costuma ser mais verde, ou pode ser também que eu tenha visto assim porque quando dei de cara com o bicho já tava cozido e com outra cor. Enfim. 
    Experimentei. Sim, experimentei pensando naquele papo de que "um homem tem que provar de tudo". Esse é um mantra pra encorajar a um montão de coisas.
    Não é que seja ruim, me entendam, não é, mas é que "no me hace gracia", como dizem em espanhol. Pode ser que seja uma coisa psicológica de lembrar das anteninhas e de como soltam por onde passam uma gosma transparente que parece baba. Pode ser, mas o sabor também não é lá essas coisas. Na verdade, tenho a impressão que tudo quanto é tipo de bicho exótico tem gosto de frango. O caracol da semana passada, o coelho à caçadora de alguns anos, e é possível que alguma cobra ou lula futuramente me produza a mesma sensação: a de frango insosso. Porque frango é uma coisa que não tem lá muito sabor, a gente inventa, põe coisa e fica bom, mas ser naturalmente delicioso, não é.
    Os caracóis vão ficar na memória, marcar como experiência, estar registrado nas fotos e no vídeo que um amigo fez do evento. Vou seguir cozinhando os omeletes de batata e o macarrão pro almoço. E decididamente, não troco o carreteiro pela tal da paella de caracol. 

 Olhando assim não é muito bonito. 

 É, nem assim. 

 Mariano, o amigo italiano que filmou o feito

Um vídeo pra ficar de recordação. 

sábado, 8 de novembro de 2014

Show de água e luzes

    Dia desses assisti um show de água e luzes na cidade de Córdoba. É uma exibição que ocorre todo o ano em um dos pontos turísticos da cidade o Álcazar de los Reyes Cristianos. É uma apresentação fantástica, eu não sabia que dava pra fazer tanta coisa com água, tanto desenho e que dava pra colocar tantas cores. E ainda por cima mostra um pouquinho da história da cidade. 
Logo aí embaixo dá pra conferir algumas fotos do show. 

 Bem no início do show tem uma aula de história









 Aqui começa o show aquático 



















 Tem uma projeção super legal que é feita NA da água



 Os jardins do são a coisa mais linda também

 Essa é a entrada do Álcazar



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Rasgos fantásticos y universales en El Sur

En el cuento El Sur de Jorge Luis Borges se narra la historia de Juan Dahlmann, un hombre algo nacionalista, al cual, algo pasó a los últimos días de febrero de 1939, después de comprar un ejemplar de Las mil y una noches, y “ávido por examinar ese hallazgo” subió apressurado las escaleras oscuras y hirió la cabeza en un batiente que alguien olvidó abierto, padeció por esto ocho días de una fiebre alucinante, donde Las mil y una noches decoraron sus pesadillas, pasado este periodo es llevado a un sanatorio y recibe la notícia de que es un convaleciente cerca de la muerte. Desde ahí se siguen una secuencia de hechos que jugan con el destino, la muerte, el tiempo y los sueños.
De manera general se puede decir que el texto trae distintos temas de manera implícita, aunque que solamente uno explícito y superficialmente sensillo. Después de estar algun tiempo en el sanatorio, Dahlmann, hace un viaje hasta el sur, encuentra un grupo de muchachos dispuestos a pelear y se involucra en un lío que es desfecho del relato, esta acción queda de manera suspensa, o sea, está en las manos del lector elegir, conformando este último también un elemento del texto narrativo, hecho que podemos decir, hoy día, es pieza fundamental de las produccuines literarias y narrativas contemporáneas.
El tiempo y las memorias son abordados a través del viaje, de la relación entre la memoria y el espacio que presenta el personaje “Nadie ignoraba que el Sur empieza del otro lado de Rivadavia. Dahlmann solía repetir que ello no es una convención y que quien atraviesa esa calle entre en un mundo más antiguo y más firme.” y “Dahlmann pudo sospechar que viajaba al pasado no sólo al Sur.”.
El destino a su vez, también se refleja en fragmentos del texto: “Ciego a las culpas, el destino puede ser despiadado con las mínimas distracciones” y “La primera frescura del otoño, después de la opresión del verano, era como un símbolo natural de su destino rescatado de la muerte y la fiebre.”
Estos fragmentos son un ejemplo de como está constituido el carácter suspenso y de incertidumbre en el relato. Los sueños conforman parte discursiva de dicha vacilación, pues, después que es llevado al sanatorio ya no se puede tener seguridad de que, de hecho, haya salido de ahí. La manera como construye el discurso y desarrolla la narración son imprecisas, pues, a lo largo del relato, son marcadas por fragmentos como: “Mañana, me despertaré en la estancia, pensaba, y era como si a un mismo tiempo fuera dos hombres: el que avanzaba por el día otoñal y por la geografía de la patria, y el otro, encarcelado en un sanatorio y sujeto a metódicas servidumbres”. Es decir, hay en el discurso un juego entre memoria, sueño y tiempo. Otro aspecto interesante destacar desde el punto de vista narratológico es la omnisciencia del narrador, que sabe los sentimientos y pensamientos más profundos del personaje.
El abordaje del espacio, es múltiple, es posible hablar de distintos espacios, como es el sanatorio, que pertenece a un plano más firme, o la estación, el café de la calle Brasil y el almacén, que pertenecen a un plano más sublime, al paso que son justamente estes elementos que basan el carácter fundamental en la obra, que va encaminar hacia un final suspensivo y fantástico a la vez. Es decir, hay dos planes, que abarcan una sola cuestión, se Dahlmann realmente salió o no del sanatorio, se tudo ocurrió en su memoria, o si, de hecho, hizo el viaje hacia el sur.
El desfecho condensa una serie de elementos simbólicos y psicológicos. Por un lado, aparenta que es la fuerza del destino la que lo tiene llevado hasta allí, y por otro lado, que ha sido una elección del propio Dahlmann, “Sintió que si él, entonces, hubiera podido elegir o soñar su muerte, ésta es la muerte que hubiera elegido o soñado.”
La obra El Sur, es una de las más conocidas y estudiadas del escritor argentino Jorge Luis Borges, pues, condensa al mismo tiempo varios de los temas más abordados en la literatura. Del punto de vista histórico explica la expansión del mercado gráfico-literario que hubo en America en meados del siglo XX. Del punto de vista teórico, se puede decir que el carácter estílistico de la obra se basa en su rasgo fantástico y actual (universal) a la vez, considerando que trae elementos que son, hoy día, indispensables para pensar la literatura actual.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Narrativa corta en el boom

En el cuento No oyes ladrar los perros de Juan Rulfo hay un recorte de la escena de Ignacio junto a su padre. Hay pocos elementos que basan el relato, las informaciones son emitidas esencialmente a través del dialogo de los personajes, mientras que el narrador es poco más que un testigo visual de los hechos.
Ignacio está debilitado y herrido y su padre lo carga a la espalda hacia el pueblo más cerca, lo hace no entanto más en memoria de su fallecida esposa que por voluntad real de salvar a su hijo.
El espacio es oscuro, padre e hijo se desplazan por la noche y constantemente se narra el cansacio y esfuerzo físico que la actividad de cargar Ignacio le produce a su padre. Aparentemente no ocurre ninguna actividad significativa o importante, todo se basa en el diálogo y en el trayecto de los dos.
Desde la charla, pues, se descubre la atmósfera de resentimiento y la decepción que nutre el padre por Ignacio. Desde el punto del trayecto se nota un simbolismo importante que se suma al tema del relato, o sea, el desfecho se compone justamente del hecho de que esta es la última conversación que pueden mantener los dos, haya visto que Ignacio muere al final. El camino, la ruta, pues, representa el trayecto final que trazan juntos. 
Al final del relato, este propio simbolismo se corta, pues, se esta depuración tenía como intento “enseñar”, es con el hecho de que Ignacio no le avisa a su padre de la llegada al pueblo y de los ladrillos de los perros que refleja la perpetuación de las mismas acciones. Es decir, los intentos vanos.

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