Às vezes
me pergunto sobre essa tendência humana à comparação A maioria
das vezes estamos comparando; o namorado atual com o anterior, a mãe
da amiga com a nossa, o corpinho dos 18 com o de 30. Essa frequente
atividade de dar peso, valor, medida e tamanho parece estar mais
presente quando saímos da zona de conforto e encontramos uma
realidade que difere da que conhecemos, daquela que estávamos
habituados. É semelhante à mecânica mental de apreensão do
conhecimento “aprende uma coisa” soma outra “coisa” e tende a
estabelecer uma síntese.
As
viagens são bons momentos para perceber esse movimento, seja uma
viagem pra outro país, onde nos encontramos com hábitos, pessoas e
culturas que são, muitas vezes, diametralmente opostas à nossa, ou
uma viagem pra conhecer os primos do interior que falam “emendão”
ao invés de “feriado prolongado”.
Esse
choque de realidades é com certeza uma grande experiência,
possibilita admitir ser outra pessoa, reinventar-se, repensar os
hábitos, os valores e os conceitos (esses que tantas e tantas vezes
nos são empurrados goela abaixo).
O perigo
de toda essa comparação é quando a gente se mete a achar que tem
coisas melhores e coisas piores. O que existe é coisas que são
melhores ou piores para um e outro indivíduo, isso se relaciona às
características individuais de cada ser humano e à suas escolhas,
mas não significa que é tudo mal ou tudo bom, é tipo o ying yang
oriental.
Algumas
vezes quando a gente se fecha nos nossos dogmas petrificados e
espalha carimbos de certo e errado, bom e mau, perde a oportunidade
de aprender coisas novas. Rotular uma cultura é bem mais fácil que
compreendê-la e aprender com ela, mas na minha opinião essas duas
últimas são bem mais proveitosas.
Pra refletir....
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