domingo, 19 de outubro de 2014

Bienvenida

A universidade organizou na última quinta feira, dia 17, um evento de recepção para os estudantes estrangeiros.
Foi uma recepção de boas vindas das mais lindas, com direito a saudação do reitor, concerto da orquestra da cidade e um coquetel de recepção.
O que mais chamou a minha atenção foi o buffet do coquetel, já falei das conchinhas por aqui, mas não é disso que eu me refiro dessa vez. Além das tortillas (omelete de batatas muito comum por aqui) e do presunto típico da Espanha, serviram vinho, cerveja e água para os convidados.
Quer dizer, existem leis que proíbem a comercialização de bebidas alcoólicas próximo a universidades públicas. No campus então, sem se fala!
Enquanto que por aqui compõe o coquetel de boas vindas dos jovens.
É claramente uma forma diferente de tratar a questão do consumo de álcool. A quantidade de bebida que serviram, seguramente não era suficiente para embebedar, o que fizeram foi tratar aos adolescentes presentes como adultos.
Ora, mesmo com a proibição, qualquer um pode distanciar-se um pouco da universidade e tomar quantas quiser. Isso parece muito mais uma política de "o que os olhos não veem, o coração não sente" que uma verdadeira preocupação com a questão.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Crônica de viagem nº 2

    Não tem descanso. A folga aqui é só porque não tem a correria do trabalho somada à da faculdade.
    O que não me parece de todo ruim, se eu pudesse agarrava todas as disciplinas. Faria Teoria da Narração junto com Psicolinguística e Análise do discurso junto com todo o curso de Tradução e Interpretação em cinco meses. É, não dá.

    Às vezes me pergunto se é um tipo de gula - filhinha mais nova dos sete pecados capitais disfarçada essa vontade de conhecer que aflige o peito.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Desbravando Jerez de la Frontera

    Um desses sábados viajei sozinha 230 km até uma cidade próxima de Córdoba. 
   Fiquei encantada com Jerez de la Frontera,  a impressão que tive é que cheguei no melhor dia do ano. Assim como em Córdoba é todo mundo muito atencioso e prestativo, é fácil conhecer gente, receber dicas e fazer amigos. O centro comercial da cidade estava agitadíssimo e conheci aí um vendedor de livros usados que pinta quadros os e vende pra um pessoal de BH, é aí que eu digo: - Inusitado!
   Outra coisa boa que vi na parte comercial foi uma apresentação de rua, nada tipicamente espanhol, mas deu pra ver como a cultura pop tá difundida em tudo quanto é canto.
   Visitei o Conjunto Monumental del Alcázar que está na parte histórica da cidade. O monumento é uma espécie de "forte" ou muralha onde se localizavam a forças políticas e militares da cidade. A construção data do século XII e é de descendência moura. É tudo feito de pedra e tem mil surpresas que vão desde estreitas escadas e torres, até um lago subterrâneo. O jardim também é lindo! 
   Experimentei em Jerez a tal da paella, gostei, só acho que dava pra tirar um pouquinho da areia das conchas que vem no prato. 

Seguem algumas fotos da cidade, do Alcázar, da paella e um vídeo que fiz em uma das ruas comerciais.

Uma das praças da cidade. É incrível ver como tem chafariz na Espanha. 




 Na entrada do Alcázar tinha uma pequena mesquita, esse é o altar.


 Os diferentes ambientes eram divididos por pátios externos. Um mais lindo que o outro!  


 Uma máquina "moderna" que usavam na extração de azeite. 


 Como se não bastasse, tinha um palácio.















 Não sei o motivo, mas tinha uma farmácia.


Do Alcázar dava pra ver uma catedral enorme. Tanto em Jerez como em Códoba as culturas cristã e moura estão lado a lado. 




Umas das fontes do jardim.






Dá pra ver, tem conchinha mesmo. 






sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Exposição em Córdoba

Uma das melhores coisas que tenho visto é o acesso a diferentes culturas e saberes.









segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Cosmopoética

    Até o dia 05 de outubro tava rolando em Córdoba um evento literário chamado Cospoética - poetas do mundo em Córdoba. Infelizmente, não deu pra participar do evento tanto quanto eu queria. De qualquer forma, visitei uma das igrejas de Córdoba onde aconteceu um concerto de poemas musicados do século de ouro da Literatura Espanhola.
   O melhor de tudo foi que fiz uma amiga no caminho. A pessoa que conheci nesse dia foi a Dona Soledad Sevilla, uma senhora pra quem pedi informação e que me mostrou o caminho até a igreja (ela também ia pro concerto), sentou do meu lado, me deu balas e ainda me passou o telefone dela no final, dizendo que era para o caso de precisar de um amigo em uma cidade onde não tenho parentes.

  Confesso que isso me comoveu. Não devia ser assim, mas a generosidade e sensibilidade das pessoas me comovem.

Fotos da Igreja de San Cayetano 

  A resolução e qualidade não são das melhores, mas dá pra ver a riqueza de detalhes. 








 Culto a San Cayetano. 


 Não entendi muito bem essa gravura. Achei curioso, por isso a foto.



sábado, 4 de outubro de 2014

Crônica de viagem nº 1

    Às vezes me pergunto sobre essa tendência humana à comparação A maioria das vezes estamos comparando; o namorado atual com o anterior, a mãe da amiga com a nossa, o corpinho dos 18 com o de 30. Essa frequente atividade de dar peso, valor, medida e tamanho parece estar mais presente quando saímos da zona de conforto e encontramos uma realidade que difere da que conhecemos, daquela que estávamos habituados. É semelhante à mecânica mental de apreensão do conhecimento “aprende uma coisa” soma outra “coisa” e tende a estabelecer uma síntese.
   As viagens são bons momentos para perceber esse movimento, seja uma viagem pra outro país, onde nos encontramos com hábitos, pessoas e culturas que são, muitas vezes, diametralmente opostas à nossa, ou uma viagem pra conhecer os primos do interior que falam “emendão” ao invés de “feriado prolongado”.
   Esse choque de realidades é com certeza uma grande experiência, possibilita admitir ser outra pessoa, reinventar-se, repensar os hábitos, os valores e os conceitos (esses que tantas e tantas vezes nos são empurrados goela abaixo).
    O perigo de toda essa comparação é quando a gente se mete a achar que tem coisas melhores e coisas piores. O que existe é coisas que são melhores ou piores para um e outro indivíduo, isso se relaciona às características individuais de cada ser humano e à suas escolhas, mas não significa que é tudo mal ou tudo bom, é tipo o ying yang oriental.
   Algumas vezes quando a gente se fecha nos nossos dogmas petrificados e espalha carimbos de certo e errado, bom e mau, perde a oportunidade de aprender coisas novas. Rotular uma cultura é bem mais fácil que compreendê-la e aprender com ela, mas na minha opinião essas duas últimas são bem mais proveitosas.